A selecção de futebol do Togo foi hoje suspensa das duas próximas edições da Copa Africana de Nações, CAN, em Angola, e será multada por se retirar do campeonato deste ano. O castigo foi aplicado pela Confederação Africana de Futebol que justifica que tomou esta decisão porque o governo togolês desrespeitou a federação ao ordenar o regresso da equipa ao país, apesar da selecção ter manifestado o desejo de continuar na competição, depois do ataque que sofreu no enclave de Cabinda, em Angola, quando seguia viagem para participar do CAN 2010 que amanhã termina. A multa será de 50 mil doláres. A FIFA não quiz comentar esta decisão... Esta notícia gira o mundo hoje!
Embora não tenha memória de elefante recordo-me perfeitamente que a primeira reacção desta selecção depois do choque do ataque foi de abandonar a competição e até apelar as outras equipas do seu grupo de qualificação a retirar-se igualmente da competição...
Dois presentes para a turma togolesa: o primeiro no começo do CAN 2010, com o ataque da FLEC, e o segundo, no fim, com uma suspensão e multa!
Como uma vítima consegue se tornar um violador...
"Filho, vai para a escola aprender a vencer sem ter razão", disse a mãe de um famoso escritor africano no tempo colonial. O conselho continua atual.
sábado, 30 de janeiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Uma das tuas Verdades
Grita tu
Agride tu
Violenta tu
Destrói tu
Mas tudo isso só porque a verdade é a verdade...
Quanto mais saliente te tornas
Mais me acolho em mim mesma
Nas reentrâncias que só sei descobrir nesses teus momentos
Que só me trazem silêncio
Silêncio
Silêncio
E silêncio...
Mas a verdade não se intimida com os decibeis da tua voz
Com as tuas contundentes palavras
Nem com a fúria manifestada pelo teu corpo através dos teus olhos...
Que eu conheço muito bem...
A verdade está lá...
A tua espera...
Quando as águas da tua alma estiverem menos turbulentas...
Ela tem a certeza absoluta de que a vais encontrar e reconheçer claramente...
Porque a conheces muito bem!
Mas não procures o que não deves...
Subterfugios...
Só a verdade...
NB. A violência também pode ser uma reacção negativa a aceitação da verdade
A verdade universal...
A nossa verdade...
A tua verdade...
Agride tu
Violenta tu
Destrói tu
Mas tudo isso só porque a verdade é a verdade...
Quanto mais saliente te tornas
Mais me acolho em mim mesma
Nas reentrâncias que só sei descobrir nesses teus momentos
Que só me trazem silêncio
Silêncio
Silêncio
E silêncio...
Mas a verdade não se intimida com os decibeis da tua voz
Com as tuas contundentes palavras
Nem com a fúria manifestada pelo teu corpo através dos teus olhos...
Que eu conheço muito bem...
A verdade está lá...
A tua espera...
Quando as águas da tua alma estiverem menos turbulentas...
Ela tem a certeza absoluta de que a vais encontrar e reconheçer claramente...
Porque a conheces muito bem!
Mas não procures o que não deves...
Subterfugios...
Só a verdade...
NB. A violência também pode ser uma reacção negativa a aceitação da verdade
A verdade universal...
A nossa verdade...
A tua verdade...
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Economia moçambicana: As áreas nubladas
Em Moçambique os doadores devem cobrar resultados do governo e fazê-lo sentir as consequências se o dinheiro por eles disponibilizado não fôr bem aplicado. Quem assim o diz é o economista e consultor alemão, Friedrich Kaufmann. O consultor acrescenta que se tal não acontecer os doadores correm o risco de perder credibilidade...
Os cerca de onze anos que passou em Moçambique conferem-lhe autoridade para fazer estas constatações. Friedrich Kaufmann trabalhou no GTZ, a cooperação técnica alemã, em Moçambique. O consultor realizou uma pesquisa intitulada "Estimular Empresários" (http://www.inwent.org/ez/articles/154528/index.en.shtml), em pareceria com Winfried Borowczak, onde apresenta alguns pontos problemáticos que afectam o sector económico do país. Um deles é a actuação do doadores nesta área. Conheça os pontos de vista de Friedrich Kaufmann:
NI: Em que medida as leis e regulamentos em Moçambique constituem um empecilho para o desenvolvimento económico?
K: Leis e regulamento são necessários numa economia para por normas, regular a competição dentro dos mercados, mas se estas forem exageradas então os custos para os empresários podem se tornar altos demais, limitando ou proibindo assim transações no mercado. Os economistas falam de custos de transação. Temos de ver um ponto equilibrado de regulamentação, não exagerar, e não fazer pouco, mas com qualidade. Este é o grande desafio para qualquer governo.
NI: Quais são os factores que minam o desenvolvimento do sector privado?
FK A regulamentação é um deles. Ainda temos em Moçambique muita burocracia, às vezes exagerada, às vezes a implementação não é correcta e não acontece com igualdade. Este é um ponto muito importante, se temos leis, regras e normas, então têm de se aplicar para todos da mesma maneira. Não fazer de forma estrita para uns e para outros nada. Isto constitui uma desmotivação, um problema de igualdade e dos custos ao final do dia. Outro problema tem a ver com a falta de qualidade e quantidade de factores de produção em Moçambique como infra-estruturas, mão de obra qualificada, coisas como água, energia, formação. Estes ainda são pontos fracos, sobretudo para pequenas e médias empresas são factores limitantes muito importantes.
NI: Diz no seu artigo, de uma maneira resumida, que o poder político está intimamente ligado a economia do país. Até que ponto este açambarcamento da elite política moçambicana é negativa?
FK: É um assunto muito complexo. Em principio não tem que ser negativo porque num país em vias de desenvolvimento a classe política ao mesmo tempo, como mostra a história, também pode ser a classe empresarial porque acumula capital. O grande desafio nestes contextos é abrir os mercados, garantir igualdade e justiça para todos. Então, um político que ao mesmo tempo é empresário não devia ter privilégios que proíbem aos outros que não tem estas ligações, estes contactos, ou possibilidades como políticos, sofram. E temos uma competição em pé de desigualdade. Assim, o político torna-se quase monopolista porque ele tem maneiras de limitar a concorrência de outros empresários. Então nesta fase de transição de uma economia e de desenvolvimento, é quase normal que a classe política que tem capital, que talvez tenha uma formação boa, possa ser empresária. O problema é que em muitos países é que esta classe política usa a sua posição na política para ter privilégios como empresários...
NI: Estamos a falar de tráfico de influência?
FK:Acho que é um termo apropriado para descrever este fenómeno.
NI. Como conhecedor da economia moçambicana pode dizer que falta transparência nas transacções?
FK: Sim, falta transparência. No caso de Moçambique há muitas queixas que os grandes contratos das minas, dos recursos naturais, não são públicos, não são conhecidos. O governo faz contratos com investidores tipicamente estrangeiros que tem capital, muitos políticos participam neste tipo de empresas, mas o público, a oposição e a sociedade civil não conhecem as condições, não sabem quem participa como, quem beneficia, quais as condições do contrato. Este é um exemplo da falta de transparência.
NI: Na sua publicação diz que a divisão de papeis entre Estado, o sector privado e a sociedade civil é muito nublado. A quem cabe, na sua óptica, a tarefa de clarificar e corrigir isto num país onde os órgãos decisores e que arbitram são nomeados indicados pelo poder político?
FK: No caso de Moçambique temos leis e uma Constituição que definem de uma maneira boa, acho eu, as funções, os papeis, e as responsabilidades. Só que na pratica, o governo, os partidos e os responsáveis estão a seguir ou respeitar estas regras. Então, uma das prioridades seria constituir um Estado de direito em Moçambique. E como o governo nem sempre segue este caminho, e num país como Moçambique que depende da assistência financeira e técnica dos doadores de outros países, os doadores também tem um papel importante para insistir no cumprimento de certas regras e da constituição de um Estado de direito, onde também o próprio governo, empresários que são políticos, tem de seguir estas regras. Fala-se muito também de conflito de interesses, que em todo o mundo é um grande tema quando os políticos se aproveitam da sua posição, entrando em conflito entre mandato e interesses privados. Neste caso considero que os doadores deviam tomar uma posição clara e mais firme.
Os cerca de onze anos que passou em Moçambique conferem-lhe autoridade para fazer estas constatações. Friedrich Kaufmann trabalhou no GTZ, a cooperação técnica alemã, em Moçambique. O consultor realizou uma pesquisa intitulada "Estimular Empresários" (http://www.inwent.org/ez/articles/154528/index.en.shtml), em pareceria com Winfried Borowczak, onde apresenta alguns pontos problemáticos que afectam o sector económico do país. Um deles é a actuação do doadores nesta área. Conheça os pontos de vista de Friedrich Kaufmann:
NI: Em que medida as leis e regulamentos em Moçambique constituem um empecilho para o desenvolvimento económico?
K: Leis e regulamento são necessários numa economia para por normas, regular a competição dentro dos mercados, mas se estas forem exageradas então os custos para os empresários podem se tornar altos demais, limitando ou proibindo assim transações no mercado. Os economistas falam de custos de transação. Temos de ver um ponto equilibrado de regulamentação, não exagerar, e não fazer pouco, mas com qualidade. Este é o grande desafio para qualquer governo.
NI: Quais são os factores que minam o desenvolvimento do sector privado?
FK A regulamentação é um deles. Ainda temos em Moçambique muita burocracia, às vezes exagerada, às vezes a implementação não é correcta e não acontece com igualdade. Este é um ponto muito importante, se temos leis, regras e normas, então têm de se aplicar para todos da mesma maneira. Não fazer de forma estrita para uns e para outros nada. Isto constitui uma desmotivação, um problema de igualdade e dos custos ao final do dia. Outro problema tem a ver com a falta de qualidade e quantidade de factores de produção em Moçambique como infra-estruturas, mão de obra qualificada, coisas como água, energia, formação. Estes ainda são pontos fracos, sobretudo para pequenas e médias empresas são factores limitantes muito importantes.
NI: Diz no seu artigo, de uma maneira resumida, que o poder político está intimamente ligado a economia do país. Até que ponto este açambarcamento da elite política moçambicana é negativa?
FK: É um assunto muito complexo. Em principio não tem que ser negativo porque num país em vias de desenvolvimento a classe política ao mesmo tempo, como mostra a história, também pode ser a classe empresarial porque acumula capital. O grande desafio nestes contextos é abrir os mercados, garantir igualdade e justiça para todos. Então, um político que ao mesmo tempo é empresário não devia ter privilégios que proíbem aos outros que não tem estas ligações, estes contactos, ou possibilidades como políticos, sofram. E temos uma competição em pé de desigualdade. Assim, o político torna-se quase monopolista porque ele tem maneiras de limitar a concorrência de outros empresários. Então nesta fase de transição de uma economia e de desenvolvimento, é quase normal que a classe política que tem capital, que talvez tenha uma formação boa, possa ser empresária. O problema é que em muitos países é que esta classe política usa a sua posição na política para ter privilégios como empresários...
NI: Estamos a falar de tráfico de influência?
FK:Acho que é um termo apropriado para descrever este fenómeno.
NI. Como conhecedor da economia moçambicana pode dizer que falta transparência nas transacções?
FK: Sim, falta transparência. No caso de Moçambique há muitas queixas que os grandes contratos das minas, dos recursos naturais, não são públicos, não são conhecidos. O governo faz contratos com investidores tipicamente estrangeiros que tem capital, muitos políticos participam neste tipo de empresas, mas o público, a oposição e a sociedade civil não conhecem as condições, não sabem quem participa como, quem beneficia, quais as condições do contrato. Este é um exemplo da falta de transparência.
NI: Na sua publicação diz que a divisão de papeis entre Estado, o sector privado e a sociedade civil é muito nublado. A quem cabe, na sua óptica, a tarefa de clarificar e corrigir isto num país onde os órgãos decisores e que arbitram são nomeados indicados pelo poder político?
FK: No caso de Moçambique temos leis e uma Constituição que definem de uma maneira boa, acho eu, as funções, os papeis, e as responsabilidades. Só que na pratica, o governo, os partidos e os responsáveis estão a seguir ou respeitar estas regras. Então, uma das prioridades seria constituir um Estado de direito em Moçambique. E como o governo nem sempre segue este caminho, e num país como Moçambique que depende da assistência financeira e técnica dos doadores de outros países, os doadores também tem um papel importante para insistir no cumprimento de certas regras e da constituição de um Estado de direito, onde também o próprio governo, empresários que são políticos, tem de seguir estas regras. Fala-se muito também de conflito de interesses, que em todo o mundo é um grande tema quando os políticos se aproveitam da sua posição, entrando em conflito entre mandato e interesses privados. Neste caso considero que os doadores deviam tomar uma posição clara e mais firme.
Esta foi uma entrevista concedida a Deutsche Welle, a Rádio Internacional da Alemanha.
Pode ouvir parte desta entrevista em :
http://www.dw-world.de/dw/0,,9585,00.html selecionando a emissão da noite do dia 26 de Janeiro de 2010.
Pode ouvir parte desta entrevista em :
http://www.dw-world.de/dw/0,,9585,00.html selecionando a emissão da noite do dia 26 de Janeiro de 2010.
Se quiser pode também ouvir uma peça com base na mesma entrevista no mesmo site procurando a emissão da noite de 12 de Janeiro.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Haiti: quando a esmola é demais o cego desconfia...
Em hipótese alguma vejo com maus olhos o apoio que a comunidade internacional está a dar ao povo haitiano. Muito pelo contrário, afinal este vive momentos dificeis (mesmo antes do terramoto) que não posso imaginar por mais esforço que faça, por mais imagens chocantes que veja nos medias, por mais relatos de provocar dó que tenha ouvido, que muitas vezes parecem mais um show para garantir simplesmente audiência, e apesar de ter passado pelos horrores de um tremor de terra uma vez na minha vida que graças a Deus não fez vítimas humanas.
Mas algo neste processo de ajuda deixa-me com uma pulga atras da orelha... São, anormalmente, muitos paises a quererem prestar a sua solidariedade no terreno, é uma corrida para o Haiti muito marcada pela presença militar e as ONGs a reclamarem de que não lhes é dada a possibilidade de entrar no país com ajuda humanitária enquanto a população vai se acabando, são os países ricos a trocarem acusações sobre tentativas de monopólio, enfim!
As notícas sobre a situação pós-terramoto chegam-nos em avalanche, mas contraditórias as vezes, tornando-se difícil, no meu caso ter uma noção mais "realista" sobre a situação no Haiti. Mas pior do que isso, é que infelizmente ainda não parei para entender o país antes do terramoto. Como era o Haiti? sob todos os pontos de vista digo eu. Quais os interesses externos sobre este país? Bem, posso pesquisar e depois continuar a escrever. Mas por enquanto só estes factos já colocam vários pontos de interrogação na minha recalcada cabecinha... mas...
O terramoto foi uma Brecha da mãe natureza bem-vinda para alguém?
Claro que não me atreveria a dizer que algum país quer tirar beneficio em cima da desgraça alheia, mas... quero perceber a razão deste "show off"... desta disputa...
Sugiro que escute a música de Márcio Faraco intitulada "Dor na Escala de Richter" em: http://www.youtube.com/watch?v=1bYATyDG6tQ ou então veja a letra em: http://letras.terra.com.br/marcio-faraco/1548019/
Vale a pena!
Mas algo neste processo de ajuda deixa-me com uma pulga atras da orelha... São, anormalmente, muitos paises a quererem prestar a sua solidariedade no terreno, é uma corrida para o Haiti muito marcada pela presença militar e as ONGs a reclamarem de que não lhes é dada a possibilidade de entrar no país com ajuda humanitária enquanto a população vai se acabando, são os países ricos a trocarem acusações sobre tentativas de monopólio, enfim!
As notícas sobre a situação pós-terramoto chegam-nos em avalanche, mas contraditórias as vezes, tornando-se difícil, no meu caso ter uma noção mais "realista" sobre a situação no Haiti. Mas pior do que isso, é que infelizmente ainda não parei para entender o país antes do terramoto. Como era o Haiti? sob todos os pontos de vista digo eu. Quais os interesses externos sobre este país? Bem, posso pesquisar e depois continuar a escrever. Mas por enquanto só estes factos já colocam vários pontos de interrogação na minha recalcada cabecinha... mas...
O terramoto foi uma Brecha da mãe natureza bem-vinda para alguém?
Claro que não me atreveria a dizer que algum país quer tirar beneficio em cima da desgraça alheia, mas... quero perceber a razão deste "show off"... desta disputa...
Sugiro que escute a música de Márcio Faraco intitulada "Dor na Escala de Richter" em: http://www.youtube.com/watch?v=1bYATyDG6tQ ou então veja a letra em: http://letras.terra.com.br/marcio-faraco/1548019/
Vale a pena!
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Raci contra-natura
Sonhei-me em Nampula, norte de Moçambique. Mas não amanhã de verdade, amanhã de muito longe mas muito longe mesmo... Desconfio que no século 22. Eu Raci, original de Inhambane. Ungu muti uwe? aquela que os homens moçambicanos dizem que gostam porque aceita dar uma rapidinha encostada no muro de caniço sem salamaleques nenhuns... Mas sempre submissa, mulher de um homem só e muitas vezes para o resto da vida e se calhar da viuvez (porque acredito que a viuvez costuma ser mais longa que a morte em alguns casos). Como posso me ver em Nampula?
Sim, me vi pela milésima vez sentada naquela mesa de doze lugares. A mesa perseguidora... com patas mais velozes que das chitas! O móvel que dominou os meus sonhos agora confessáveis...
Uma mesa muito habitada...
Uma mesa rica em segredos, onde cada habitante mais velho partilha segredos comigo,
Eu, Raci, tenho segredo com muitos homens...
Onde a cebeceira é o meu lugar. Eu Raci, serena, dominadora da situação a olhar para os meus seis filhos... E para os respectivos pais numa noite de natal (os cristãos do norte até agora não decretaram falência apesar do domínio do Islão na região). Cada cria ladeada do seu pai; pai-filho, pai-filho, pai-filho...
Cada progenitor a espumar, não sei se de raiva, de ciúme, de impotência...
Sinceramente no meu sonho não tinha interesse e nem tempo para saber, afinal a noite não é tao longa assim! Graças a deus neste caso...
Mas os homens de Nampula sentem ciúme, raiva, impotência nestas situações?
Não acredito que eram Makhuwas... Ou eram Makhuwas evoluídos, aprenderam a sentir essas coisas. Estavam no século 22...
Mas não interessa se eram Bitongas ou Makhuwas, no meu sonho eles são só homens e tem a oportunidade de ter esses sentimentos na sua mais alta expressão...
Haja generosidade no século 22!
E eu Raci estou bem, álias, sempre muito bem!
Senhora de mim e da situação
Terminada a ceia e o convívio é hora das crianças dormirem e os seus progenitores se retirarem da minha área de juridisção! Preciso de privacidade, outros afazeres que nessa altura já não devem resultar em bebés...
Também já não posso comprar uma mesa maior! Até porque não caberia na minha sala...
(Essa médica disse que os níveis de testosterona estão altos em mim... Pôrra! só se esqueceu de dizer desde quando e quais os efeitos... he, he, he... Acho que vou desistir da medicação...)
Cabinda: Demasiado obvio!
Mas não dá pra ficar de boca fechada, ou com os dedos longe dos teclados...
O governo angolano não esperou pelo final do CAN 2010 para começar as sua acções em Cabinda. Raul Tati, ex-vigário geral da Diocese de Cabinda, foi detido neste sábado acusado de crime contra o Estado. Também o advogado e activista dos direitos humanos, Francisco Luemba, foi detido neste final de semana.
Se já antes irregularidades vinham acontecendo nesta região, como a detenção de jornalistas, agora com o ataque a turma togolesa de futebol, as coisas tornar-se-ão mais complicadas, valendo o sistema "Tudo que é peixe cai na rede" como já se está a comprovar.
Com o fim do CAN, o que irá, de VERDADE, acontecer em Cabinda?
e a comunidade internacional que defende os direitos humanos e democracia continua a fazer vista grossa em nome do petróleo.
Que vergonha!!
O governo angolano não esperou pelo final do CAN 2010 para começar as sua acções em Cabinda. Raul Tati, ex-vigário geral da Diocese de Cabinda, foi detido neste sábado acusado de crime contra o Estado. Também o advogado e activista dos direitos humanos, Francisco Luemba, foi detido neste final de semana.
Se já antes irregularidades vinham acontecendo nesta região, como a detenção de jornalistas, agora com o ataque a turma togolesa de futebol, as coisas tornar-se-ão mais complicadas, valendo o sistema "Tudo que é peixe cai na rede" como já se está a comprovar.
Com o fim do CAN, o que irá, de VERDADE, acontecer em Cabinda?
e a comunidade internacional que defende os direitos humanos e democracia continua a fazer vista grossa em nome do petróleo.
Que vergonha!!
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Retirada de Dadis Camara da Guiné é sinónimo de fim da crise?
Os destinos da Guiné Conacry parece que já estão a ser desenhados. Primeiro o presidente interino do país, Sekouba Konaté, viajou para Marrocos, onde esteve hospitalizado o presidente do país, Moussa Dadis Camara, depois de um atentado perpetrado pelo seu ajudante de campo. A França e os Estados Unidos da América fizeram saber depois disso que não querem ver o presidente do país regressar a casa. Sekouba Konaté tem se movimentado para que a oposição e os ministros demissionários sintam que tem espaço no país, a prova disso foi o apelo ao regresso de algumas figuras a Guiné. Hoje a oposição e sociedade civil já escolheram nomes que poderão liderar um governo de transição, mas querem a aprovação de Konaté, enquanto as eleições não acontecem. E finalmente, Dadis Camara não regressa ao país, ele vai para Burkina Faso repousar, onde tudo se cose não sabemos com que linhas...
De acordo coma Lusa “Um acordo para pôr fim à crise na Guiné-Conacri foi hoje assinado em Ouagadougou, prevendo a "convalescença" no estrangeirodo chefe da junta militar, Moussa Dadis Camara, e eleições dentro de seis
meses.”
A União Africana está satisfeita com o rumo que a situação está tomar. Recorde-se que este organismo suspendeu a Guiné-Conakry das suas actividades depois da tomada do poder pelos militares em finais de Dezembro de 2008, na sequência da morte do então chefe do Estado, o general Lansana Conté, e dando-lhe um prazo de três meses para voltar a um governo civil.
Quem também está satisfeita com o desenrolar dos factos é a França que através do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Bernard Kouchner, disse, num comunicado, que o país se encontra numa verdadeira rota rumo a um Estado de direito. Kouchner disse que vai apoiar estes esforços por parte da actual liderança da Junta Militar e, nesta nova abordagem, pode retomar a sua cooperação”. Recorde-se que depois do atentado contra Dadis Camara, houve uma certa crispação entre a Junta Militar e a França. A Junta Militar acusou a França de tentativa de interferência nos assuntos internos da Guiné.
Que peça de xadrez é o general Sekouba Konaté?
Militar profissional aparece como o salvador da arruinada Guiné trazendo o sopro da esperança depois de um período tumultuoso. Diz-se que não tem ambições políticas. Desde que assumiu os comandos do país, interinamente, tem mostrado querer seguir o caminho da estabilidade e paz. Começando pelos seus discursos, passando pelo apelo ao regresso de figuras políticas ao país, entre outras coisas. Também terá sido ele a levar a mensagem ao presidente Dadis Camara, no Marrocos, de que ele era persona non grata na Guiné Conacry. Mensagem dos Guineenses ou da comunidade internacional?
Posições divididas
Enquanto uns festejam o facto do presidente Camara não regressar ao país, outros organizam manifestações exigindo o seu regresso e recuperação no país. Mesmo que o país venha a viver uma situação de estabilidade algo nefasto está latente. Viverão então eles em situação de pseudo-estabilidade, que provavelmente terá um prazo de validade curto, (uma vez que a sua natureza assim o dita...) suspeitando que a médio prazo a tensão falsamente controlada atinja o píncaro e o país volte a viver situações de crise.
Recorrência
Esse apoio que Dadis tem no país pode vir a ser usado para que se erga novamente amanhã? (Ou então para o surgimento de uma "versão dadisiana melhorada"?) Apoio de alguns militares ele tem, a prova disso é manifestação de uma certa ala pró-Dadis no país, e pode jogar com o apelo étnico, provavelmente uma das armas mais perigosas de que o país dispõe. Mesmo que na memória dos guineenses esteja viva a ferida das recentes violações...
Quem pode resolver a questão do poder militar intimamente ligado a questão étnica na Guiné?
De certeza que não é a França e nem os Estados Unidos da América que vão conseguir resolver isso. O máximo que provavelmente lhes interessa é ver restituido o Estado de Direito, respeito pela Constituição, Democracia, etc...
Um passo muito importante, sem sombra de dúvidas, mas que neste caso não singnifica tudo...
Esta fraqueza da Guiné Conacry precisa de ser sanada, caso contrário continuará a ser usada internamente e externamente para a sua auto-destruição em nome de muitos interesses.
De acordo coma Lusa “Um acordo para pôr fim à crise na Guiné-Conacri foi hoje assinado em Ouagadougou, prevendo a "convalescença" no estrangeirodo chefe da junta militar, Moussa Dadis Camara, e eleições dentro de seis
meses.”
A União Africana está satisfeita com o rumo que a situação está tomar. Recorde-se que este organismo suspendeu a Guiné-Conakry das suas actividades depois da tomada do poder pelos militares em finais de Dezembro de 2008, na sequência da morte do então chefe do Estado, o general Lansana Conté, e dando-lhe um prazo de três meses para voltar a um governo civil.
Quem também está satisfeita com o desenrolar dos factos é a França que através do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Bernard Kouchner, disse, num comunicado, que o país se encontra numa verdadeira rota rumo a um Estado de direito. Kouchner disse que vai apoiar estes esforços por parte da actual liderança da Junta Militar e, nesta nova abordagem, pode retomar a sua cooperação”. Recorde-se que depois do atentado contra Dadis Camara, houve uma certa crispação entre a Junta Militar e a França. A Junta Militar acusou a França de tentativa de interferência nos assuntos internos da Guiné.
Que peça de xadrez é o general Sekouba Konaté?
Militar profissional aparece como o salvador da arruinada Guiné trazendo o sopro da esperança depois de um período tumultuoso. Diz-se que não tem ambições políticas. Desde que assumiu os comandos do país, interinamente, tem mostrado querer seguir o caminho da estabilidade e paz. Começando pelos seus discursos, passando pelo apelo ao regresso de figuras políticas ao país, entre outras coisas. Também terá sido ele a levar a mensagem ao presidente Dadis Camara, no Marrocos, de que ele era persona non grata na Guiné Conacry. Mensagem dos Guineenses ou da comunidade internacional?
Posições divididas
Enquanto uns festejam o facto do presidente Camara não regressar ao país, outros organizam manifestações exigindo o seu regresso e recuperação no país. Mesmo que o país venha a viver uma situação de estabilidade algo nefasto está latente. Viverão então eles em situação de pseudo-estabilidade, que provavelmente terá um prazo de validade curto, (uma vez que a sua natureza assim o dita...) suspeitando que a médio prazo a tensão falsamente controlada atinja o píncaro e o país volte a viver situações de crise.
Recorrência
Esse apoio que Dadis tem no país pode vir a ser usado para que se erga novamente amanhã? (Ou então para o surgimento de uma "versão dadisiana melhorada"?) Apoio de alguns militares ele tem, a prova disso é manifestação de uma certa ala pró-Dadis no país, e pode jogar com o apelo étnico, provavelmente uma das armas mais perigosas de que o país dispõe. Mesmo que na memória dos guineenses esteja viva a ferida das recentes violações...
Quem pode resolver a questão do poder militar intimamente ligado a questão étnica na Guiné?
De certeza que não é a França e nem os Estados Unidos da América que vão conseguir resolver isso. O máximo que provavelmente lhes interessa é ver restituido o Estado de Direito, respeito pela Constituição, Democracia, etc...
Um passo muito importante, sem sombra de dúvidas, mas que neste caso não singnifica tudo...
Esta fraqueza da Guiné Conacry precisa de ser sanada, caso contrário continuará a ser usada internamente e externamente para a sua auto-destruição em nome de muitos interesses.
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