A minha amiga X que vive na Alemanha e o seu irmão visitaram um casal alemão com dois filhos e um terceiro a caminho. Ela já bem gravidíssima, como me contou a X, preparou um lanche para as suas visitas, mas faltou leite e o marido refasteladissímo informou a mulher que faltava a coisa da vaca na mesa. A gravidissima lá se arrastou mais o seu ingénuo acompanhante para a cozinha. Enquanto isso os outros dois ingénuos pulavam e tomavam conta da casa sem que um general pusesse ordem, estava descartada a possibilidade da "generala" fazer muito. Mas esta ainda conseguia cumprir ordens do seu "general" que a mandou buscar a coisa da vaca... (Depois o mundo lembra-se sempre dos africanos quando se ouvem estas histórias...)
O general, ora sim, ora não, falava com os seus convidados sobre as banalidades da vida e segundo X pretende viver uns tempos sem trabalhar (não interessa porque) mas vai receber, de certeza, dinheiro suficiente do Estado alemão para viver a custa de uma tropa que esta a trazer ao mundo, e que não comanda, com a ajuda de uma "generala" actualmente na "reserva". Na reserva não, na verdade no activo! Porra pá!! Em que situação cada um é general ou não é? "Você Decide" como faz a Globo!!!
Continuando, fonte de rendimentos desta família está garantida. Os putos são a garantia de sobrivência dos pais, na verdade eles podiam ser os "generais"... Com uma organização para nenhum "alemão" tirar defeito o Estado alemão, e outros desenvolvidos, tem tudo em ordem para proporcionar este tipo de situação aos seus. O dinheiro vem dos que pagam altas taxas de impostos. E ainda por cima incentivam a natalidade com a atribuição de subsídios.
E em África, serão as coisas diferentes? Sim, muito! Mas só numa única coisa é igual: os filhos ainda são tidos, em muitos casos, como fontes de rendimentos. Umas vezes como mão de obra barata nas machambas, outras como vendedores de rua, ou através de lobolos, etc. Só diferem nos modelos organizativos, nos sistemas, etc... No resto é bem igual!
É engraçado como cada um materializa a celebre frase "os filhos são uma riqueza", frase, álias, que se encontra na Biblia num lugar que ainda não localizei. Consoante a situação de cada família eles podem ser mesmo uma "riqueza".
Aquele que não é burro mesmo sabe bem disso, deixa para segundo plano, se é que deixa para algum plano, a interpretação espiritual...
(Está meio maltratado o assunto, mas já estou cansada.... cuido dele melhor depois!)
"Filho, vai para a escola aprender a vencer sem ter razão", disse a mãe de um famoso escritor africano no tempo colonial. O conselho continua atual.
terça-feira, 30 de março de 2010
Passando a batata quente para outras mãos...
Depois de algumas grandes potencias terem tentado tomar conta da "situação" no Afeganistão chegou a hora de devolver o brinquedo aos donos. Ele não é de fácil manuseamento. Os chefes da diplomacia do G-8, que estiveram em Otava, no Canada, a preparar a cimeira de chefes de Estado do grupo que acontece em Muskoka, Ontário, a 25 e 26 de Junho próximo, exigiram ao Presidente afegão, Hamid Karzai, mais empenho na luta contra o tráfico de drogas e a corrupção. E lista de exigências de algumas dssas potências, que foram para o Afeganistão combater a fonte do terrorismo, engorda a cada dia. A Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália, Japão, Reino Unido e a Rússia, solicitaram uma estratégia urgente para que as forças policiais e o exército afegãos assumam a segurança do país.
Já nos últimos tempos esses grandes países tem mostrado uma falta de vontade de enviar homens para o terreno dos Talibãs, e da Al-Qaeda. Entre os grandes há divergências, enquanto os EUA continuam a liderar a turma vestindo uma camisa que já é um farrapo, os seus apoiantes, quase agem como desertores. Motivos domésticos em alguns casos, noutros, outros... Será que há um assumir "implicito" de uma derrota nesta guerra? Ou mudança de estratégia?
No caso da Alemanha, país que considero fazer a política de "cima do muro", uns podem diplomaticamente chamar de cauteloso ou ponderado, acho mesmo que se comporta como um...
Nos finais do ano passado os seus rapazes bombarderam civis no Afeganistão. Sob o ponto de vista doméstico foi mau, porque o seu povo, na maioria, é contra actos desta natureza. Logo, é mau para o actual governo, que corre o risco de se ferrar em próximas corridas, e depois sofre forte pressão da oposição que não se limita a fazer acusações mas também a prova-las. Sendo assim, o país e os seus parceiros apressaram-se a marcar uma cimeira extra-ordinária para discutir a situação do Afeganistão em Janeiro último. E os alemães para tentarem tapar o "buraco" que fizeram impuseram a "reconstrução" do Afeganistão como um dos temas centrais do grande encontro. É a lavagem da consciência própria que já carrega um peso que tempo nenhum conseguira descarregar.
É preciso tapar o buraco, se não com vidas humanas, pode ser com dinheiro mesmo...
E não pude de deixar de ligar este assunto a frase do livro "Descascando a cebola" do escritor polaco/alemão Günter Grass: "Uma palavra puxa a outra, Schulden e Schuld, dívidas e culpas. Duas palavras tão próximas uma da outra, tão firmemente enraizadas no solo fértil da língua alemã, apesar de se conseguir resolver a primeira, atenuando-a, através de pagamento..." pp.33
Um tema que merece certamente ser visto através de outras "objectivas" mas...
Para ouvir uma peça sobre o encontro em:
http://www.dw-world.de/dw/0,,9585,00.html selecione a emissão da noite do dia 30 de Março
Já nos últimos tempos esses grandes países tem mostrado uma falta de vontade de enviar homens para o terreno dos Talibãs, e da Al-Qaeda. Entre os grandes há divergências, enquanto os EUA continuam a liderar a turma vestindo uma camisa que já é um farrapo, os seus apoiantes, quase agem como desertores. Motivos domésticos em alguns casos, noutros, outros... Será que há um assumir "implicito" de uma derrota nesta guerra? Ou mudança de estratégia?
No caso da Alemanha, país que considero fazer a política de "cima do muro", uns podem diplomaticamente chamar de cauteloso ou ponderado, acho mesmo que se comporta como um...
Nos finais do ano passado os seus rapazes bombarderam civis no Afeganistão. Sob o ponto de vista doméstico foi mau, porque o seu povo, na maioria, é contra actos desta natureza. Logo, é mau para o actual governo, que corre o risco de se ferrar em próximas corridas, e depois sofre forte pressão da oposição que não se limita a fazer acusações mas também a prova-las. Sendo assim, o país e os seus parceiros apressaram-se a marcar uma cimeira extra-ordinária para discutir a situação do Afeganistão em Janeiro último. E os alemães para tentarem tapar o "buraco" que fizeram impuseram a "reconstrução" do Afeganistão como um dos temas centrais do grande encontro. É a lavagem da consciência própria que já carrega um peso que tempo nenhum conseguira descarregar.
É preciso tapar o buraco, se não com vidas humanas, pode ser com dinheiro mesmo...
E não pude de deixar de ligar este assunto a frase do livro "Descascando a cebola" do escritor polaco/alemão Günter Grass: "Uma palavra puxa a outra, Schulden e Schuld, dívidas e culpas. Duas palavras tão próximas uma da outra, tão firmemente enraizadas no solo fértil da língua alemã, apesar de se conseguir resolver a primeira, atenuando-a, através de pagamento..." pp.33
Um tema que merece certamente ser visto através de outras "objectivas" mas...
Para ouvir uma peça sobre o encontro em:
http://www.dw-world.de/dw/0,,9585,00.html selecione a emissão da noite do dia 30 de Março
A flor amarela
O Carlos disse-me que sempre sabe quando a Primavera anuncia a sua chegada, é com o despontar de umas determinadas pequenas flores amarelas. Mas antes a Bettina me tinha dito que sabia que ela estava a porta porque já ouvia o cantar dos pássaros. Mas esta "despassarada" não tinha visto e nem escutado nada... Não que estivesse a espera que a sociedade onde vive desse as boas vindas a essa tal "Prima" com a mudança de horário no dia 20 de Março. Coisa que não acontece na minha terra, ninguém muda a natureza, desculpem-me, queria dizer a hora... E também não há data que marque a mudança de estação, só vamos sentido as mudanças e pronto! Por exemplo, no fim do verão costuma fazer um intenso calor e as pessoas dizem "o verão está a acabar..." E no inverno a mesma coisa. Pelo menos durante uma vida, ouvi coisas semelhantes a estas, outros indicadores! Acredito que existam outros sinais, mas não me marcaram.
Ainda "briolava" feio e os meus amigos dos trópicos que vivem no Hemisferio Norte já se imaginavam no verão e planeavam as suas vidas. Foi uma choradeira diária por causa do frio (com motivos)... Acho que por isso estas pessoas, tem os "sensores" a funcionarem de outra forma, mais plenamente...
Os meus sensores fucionam mais para o "tato", ou primeiro ai... sentir que o sol me visita com mais frequência, com uma duração mais longa, com efeito real... Ou quando já não sou obrigada a sentir-me demasiado gorda por causa do excesso de roupas...
Depois, os restantes sentidos despertam...
A sobrevivência, a adaptação...
E viva a "Primavera boreal"
Ladrão rouba alguns polícias...
Em Nampula, Moçambique, ladrão roubou carro da polícia e alguns homens da "lei e ordem" que estavam guardados no seu interior... Não é mentira, dia 1 de Abril é só na quinta-feira! Nem é ensaio, tomara que fosse... Cenas dignas de um filme de Hollywood... Se os grandes realizadores tivessem conhecimento dessas cenas, excusavam-se de "se bater as cabeças" para inventar histórias que não chegam aos calcanhares de algumas reais... Eu até me voluntario para vender este potencial moçambicano... Numa altura em que o empreendedorismo é assunto muito em voga em Moçambique, até posso candidatar-me a um desses concursos promovidas no âmbito das "responsabilidades sociais" que também entraram para o país.
Não falta muito para que roubem Moçambique do mapa mundo, já que o país em si está a ser subtraido, a começar por quem supostamente nos deveria defender dos ladrões...
Veja a notícia em: http://www.verdade.co.mz/destaques/nacional/roubaram-carro-da-policia-com-agentes-armados-no-interior.html
domingo, 28 de março de 2010
As duas, ou três, gotas no Oceano que fizeram a diferença
23:09, entro no machimbombo já com o cartão na mão, como faço automaticamente todos os dias depois das 21 horas. Já estou a espera que o motorista quase nem se digne a olhar para o meu cartão, quanto mais para a minha cara. Mas eu sempre olho para o motorista, que quase sempre nessa altura está atarefado a mudar ou mexer alguma coisa, ou a fingir que o faz... Talvez para não olhar para mais uma cara desta vida e ser obrigado a sorrir... Mas desta vez enganei-me! Tenho um agradável surpresa: é o motorista indiano!!! E oiço-o dizer "Aufwiedersehen", até imagino a cara dos que saem pela segunda porta, devem estar com os marfins de fora. Afinal já não os posso ver... E sou de seguida simpaticamente saudada com um "Guten Abend" e eu já estou de antemão, ou melhor, de "antelábios" (desculpe, sim?) com um sorriso a espera de algo agradável.
E o machimbombo segue viagem. "Nächste Haltestelle" e encontramos um casal de jovens sentados a espera de um machimbombo que não era o 605. O indiano mete conversa com ela, convida-a para entrar no seu "antro" de simpatia e continua o bla bla numa língua que não domino, mas pelo sorriso deles vejo que a conversa está divertida. O que percebi do final do diálogo foi o indiano perguntar. "Heute nicht?" e ela: "Nein..." e continuamos a tachar estrada. Eu sempre bem disposta e sabia que, tal como eu, os outros dois únicos passageiros estavam a gostar das saídas daquele indiano e se riam. Eu já tinha ganho o dia por ser "guiada" por aquela simpatia.
"Nächste Haltestelle": desta vez o casal de jovens que lá estava entra sem nenhum apelo mais carinhoso do indiano. Como sempre, ele mete conversa. E eu, bisbilhoteira, estou com as antenas prontas para ouvir tudo... Só que sou um desastre nesta língua, e em todas outras, que só captei uma parte... Merda! E eles conversam e riem-se e eu também, pelo menos eu posso fazer isso... E a única coisa que percebi foi a resposta final dela: "emancipation!". Neste lugar depois das 21 horas um passageiro com "jobticket" pode levar um acompanhante sem que este pague, é mahala, só tem de mostrar o dito "jobticket" ao motorista e falar ou então gesticular... E a senhorita tinha como acompanhante um "senhorito", portanto, eu já imaginei o contúdo da conversa...
E fomos parando em mais "Haltestelles" e tristemente chegou a minha vez de sair daquele "antro"... Oiço aquela máquina falante dizer: "Nonnstrasse". Deketo o botão, levanto-me do banco e aproximo-me da porta cheia de confiança: ele vai me dizer qualquer coisa!!! E tchan! Ele fala ao microfone (o único que sabe fazer uso deste especial instrumento nos machimbombos deste lugar...), diz: "Guten Abend Schone Frauen, Aufwiedersehen". Eu alargo o meu sorriso e sem falsas modestias sinto-me realmente linda, só por causa daquela doçura de motorista. Caminho para o meu gelado apartamento sentido-me extraordinariamente bem. E eu sei que a outra passageira também sentiu o mesmo porque quando saimos daquele "antro" trocamos olhares cumplices...
Era a segunda vez, ou terceira, que aquela benção da terra de Ghandi (talvez até nem é, mas foi o que me interessou assumir...) me calhava neste terra. E lembrei-me da frase "uma gota no Ocenao faz a diferença" ou algo igual. E valorizei-a.
Obrigada Meu Deus.
E o machimbombo segue viagem. "Nächste Haltestelle" e encontramos um casal de jovens sentados a espera de um machimbombo que não era o 605. O indiano mete conversa com ela, convida-a para entrar no seu "antro" de simpatia e continua o bla bla numa língua que não domino, mas pelo sorriso deles vejo que a conversa está divertida. O que percebi do final do diálogo foi o indiano perguntar. "Heute nicht?" e ela: "Nein..." e continuamos a tachar estrada. Eu sempre bem disposta e sabia que, tal como eu, os outros dois únicos passageiros estavam a gostar das saídas daquele indiano e se riam. Eu já tinha ganho o dia por ser "guiada" por aquela simpatia.
"Nächste Haltestelle": desta vez o casal de jovens que lá estava entra sem nenhum apelo mais carinhoso do indiano. Como sempre, ele mete conversa. E eu, bisbilhoteira, estou com as antenas prontas para ouvir tudo... Só que sou um desastre nesta língua, e em todas outras, que só captei uma parte... Merda! E eles conversam e riem-se e eu também, pelo menos eu posso fazer isso... E a única coisa que percebi foi a resposta final dela: "emancipation!". Neste lugar depois das 21 horas um passageiro com "jobticket" pode levar um acompanhante sem que este pague, é mahala, só tem de mostrar o dito "jobticket" ao motorista e falar ou então gesticular... E a senhorita tinha como acompanhante um "senhorito", portanto, eu já imaginei o contúdo da conversa...
E fomos parando em mais "Haltestelles" e tristemente chegou a minha vez de sair daquele "antro"... Oiço aquela máquina falante dizer: "Nonnstrasse". Deketo o botão, levanto-me do banco e aproximo-me da porta cheia de confiança: ele vai me dizer qualquer coisa!!! E tchan! Ele fala ao microfone (o único que sabe fazer uso deste especial instrumento nos machimbombos deste lugar...), diz: "Guten Abend Schone Frauen, Aufwiedersehen". Eu alargo o meu sorriso e sem falsas modestias sinto-me realmente linda, só por causa daquela doçura de motorista. Caminho para o meu gelado apartamento sentido-me extraordinariamente bem. E eu sei que a outra passageira também sentiu o mesmo porque quando saimos daquele "antro" trocamos olhares cumplices...
Era a segunda vez, ou terceira, que aquela benção da terra de Ghandi (talvez até nem é, mas foi o que me interessou assumir...) me calhava neste terra. E lembrei-me da frase "uma gota no Ocenao faz a diferença" ou algo igual. E valorizei-a.
Obrigada Meu Deus.
sexta-feira, 19 de março de 2010
As soluções drásticas de Muammar Kadafi para a Nigéria...
O presidente da Libia propos uma divisão da Nigéria em duas partes, devido os confrontos étnicos e religiosos que se vivem no país. Os muçulmanos do norte e os cristão do sul tem tratado de se "acabar" em Jos no Estado do Plateau. Quem não gostou nada da ideia foi o governo nigeriano que mandou chamar o embaixador libio para consultas sobre o discurso de Kadafi. As autoridade da Nigéria consideraram de irresponsável o discurso do presidente libio. O representante do governo libio foi expulso da Nigéria.
Agora também me pergunto: que consequências uma afirmação deste tipo pode causar? Já sem discursos desses, proferido pela boca de um lider que tem os seus seguidores, há banhos de sangue, com isto o que se pode esperar? Há quem possa encontrar legitimidade nessas palavras e actuar, entre população ignorante e oportunistas. E quem sabe não causará o chamado efeito dominó na região que vive graves problemas étnicos?
Não pode um discurso deste acender o rastilho de polvora? Na verdade não, porque já esta acesso... Mas poderá equiparar-se a uma bomba qualquer...
Acredito que não se pode pedir responsabilidade no modo de pensar, mas na materialização do pensamento pode haver mais cuidado, ponderação, responsabilidade, por mais justa que seja a causa...
E diz meio mundo, incluindo eu, que Kadafi é louco... algumas vezes sim, mas noutras transcende os limites da loucura....
Agora também me pergunto: que consequências uma afirmação deste tipo pode causar? Já sem discursos desses, proferido pela boca de um lider que tem os seus seguidores, há banhos de sangue, com isto o que se pode esperar? Há quem possa encontrar legitimidade nessas palavras e actuar, entre população ignorante e oportunistas. E quem sabe não causará o chamado efeito dominó na região que vive graves problemas étnicos?
Não pode um discurso deste acender o rastilho de polvora? Na verdade não, porque já esta acesso... Mas poderá equiparar-se a uma bomba qualquer...
Acredito que não se pode pedir responsabilidade no modo de pensar, mas na materialização do pensamento pode haver mais cuidado, ponderação, responsabilidade, por mais justa que seja a causa...
E diz meio mundo, incluindo eu, que Kadafi é louco... algumas vezes sim, mas noutras transcende os limites da loucura....
quinta-feira, 18 de março de 2010
Lucrecia Paco: Há uma banalização do sexo nas campanhas contra o Sida em Moçambique
Para além dos habituais técnicos de saúde, dirigentes políticos e ONGs, participam no III Congresso sobre o SIDA da CPLP, que decorre em Lisboa desde a última quarta-feira, artistas dos países lusofonos, numa iniciativa pouco comum. Mas qual o contributo que as vedetas da CPLP podem dar no combate a doença? Nádia Issufo conversou com Lucrécia Paco e Stewart Sukuma de Moçambique para saber o que levam para o encontro.
Nádia Issufo: O que levas para a III Congresso da CPLP sobre o SIDA?
Lucrecia Paco: Eu levo como proposta uma maior participação do governo na definição de políticas, estratégias de comunicação e divulgação sobre HIV-SIDA e que haja um maior controlo sobre a publicidade e marketing que se tem feito em volta disso. Tem havido uma violação dos direitos humanos sobre a pertença cultural. Por exemplo, é comum vermos uma discriminação de grupos sociais. Vou apontar o caso do mineiro, é verdade que o mineiro pertence a um grupo alvo, mas a partir do momento em que há esta relação directa mineiro e sida numa publicidade está a haver uma discriminação, isto falando da discriminação. No caso do marketing prende -se a caso de preservativos de distribuição grátis, é o caso jeito, então ai banaliza-se a sexualidade, é como se bastasse ter preservativo para ter uma relação, não há um cuidado, não há valorização do corpo da mulher. Então, a relação saudável entre homem e mulher vai ficando para trás, não há mensagem do amor, de valorização do corpo por parte da mulher e do próprio homem. Falo que faço, não dizemos não usa o preservativo, mas sim usa o preservativos mas aconselhamos também a um dialogo. Num casal, tu sabes que a mulher é acusada de ser frigida, não existe um dialogo, o homem parte e vai para fora.
NI: Tu como actriz como achas que é abordado o SIDA no mundo das artes em Moçambique?
LP: Há uma banalização do sexo. Eu como artista vou propor outra abordagem.
Nós temos praticas tradicionais que defendem o encesto, o kutxinga, hábitos culturais que logo a partida tem implicações e consequências graves na propagação do vírus. Abordamos o SIDA buscando aspectos positivos e negativos da cultura. Não nos restringimos a dizer “use o preservativo”, não olhamos para o assunto como SIDA igual à morte. Tem de haver mais intervenção, mais controle mais censura nos trabalhos que são feitos.
Pode ouvir uma peça sobre o assunto em:
http://www.dw-world.de/dw/0,,9585,00.html
Nádia Issufo: O que levas para a III Congresso da CPLP sobre o SIDA?
Lucrecia Paco: Eu levo como proposta uma maior participação do governo na definição de políticas, estratégias de comunicação e divulgação sobre HIV-SIDA e que haja um maior controlo sobre a publicidade e marketing que se tem feito em volta disso. Tem havido uma violação dos direitos humanos sobre a pertença cultural. Por exemplo, é comum vermos uma discriminação de grupos sociais. Vou apontar o caso do mineiro, é verdade que o mineiro pertence a um grupo alvo, mas a partir do momento em que há esta relação directa mineiro e sida numa publicidade está a haver uma discriminação, isto falando da discriminação. No caso do marketing prende -se a caso de preservativos de distribuição grátis, é o caso jeito, então ai banaliza-se a sexualidade, é como se bastasse ter preservativo para ter uma relação, não há um cuidado, não há valorização do corpo da mulher. Então, a relação saudável entre homem e mulher vai ficando para trás, não há mensagem do amor, de valorização do corpo por parte da mulher e do próprio homem. Falo que faço, não dizemos não usa o preservativo, mas sim usa o preservativos mas aconselhamos também a um dialogo. Num casal, tu sabes que a mulher é acusada de ser frigida, não existe um dialogo, o homem parte e vai para fora.
NI: Tu como actriz como achas que é abordado o SIDA no mundo das artes em Moçambique?
LP: Há uma banalização do sexo. Eu como artista vou propor outra abordagem.
Nós temos praticas tradicionais que defendem o encesto, o kutxinga, hábitos culturais que logo a partida tem implicações e consequências graves na propagação do vírus. Abordamos o SIDA buscando aspectos positivos e negativos da cultura. Não nos restringimos a dizer “use o preservativo”, não olhamos para o assunto como SIDA igual à morte. Tem de haver mais intervenção, mais controle mais censura nos trabalhos que são feitos.
Pode ouvir uma peça sobre o assunto em:
http://www.dw-world.de/dw/0,,9585,00.html
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